
Evandro Santo:
“Com o sucesso, as outras emissoras querem tirar a gente”
“Ovulei”, “Coragem”, “Pára Tudo e Chama a Nasa”, “Joga no Google”, “Colega” e “Sua Louca” são expressões que caíram no gosto popular, graças a Evandro Santo, 33 anos, na pele do personagem Christian Pior, do quadro Meda, do Pânico na TV!, apresentado aos domingos e reprisado às sextas-feiras, na RedeTV!
Mas, todo o sucesso alcançado hoje só aconteceu por causa da insistência de Evandro e da aposta de Emílio Surita, apresentador da atração, que viu no artista um novo talento.
Comemorando um ano na atração (Evandro estreou no dia 27 de maio de 2007), o humorista também celebra a compra de seu primeiro apartamento, localizado na Rua Augusta, coração da região da Av. Paulista, em São Paulo.
Em entrevista a
OFuxico, Evandro conta como chegou ao sucesso, às pressões diárias e o assédio de familiares, que nunca mais viu, mas tentam contato, devido ao sucesso do parente renegado. E ainda que já andou sendo sondado por outras emissoras.
OFuxico – Como tudo começou? O Christian já existia antes do Pânico?
Evandro Santo – Não. O Christian foi criado para o quadro Meda, do Pânico. Eu tenho uma carreira de humorista e trabalhava com shows de humor, apresentados no Bar Mitzvah, Casamentos e Congressos. Estava em cartaz com a peça Absurto, que chamou a atenção do pessoal do Pânico. Emílio pediu para fazer um teste e, logo depois, me chamou. A primeira aparição foi junto com a Sabrina Sato, no casamento da Wanessa Camargo. Depois, fiz o Fashion Rio e, em seguida, o Fashion Week. No começo, era um contrato curto. Depois, veio um contrato de maior duração.
OF – O sucesso rendeu alguns frutos?
ES – Sim. Já consegui comprar um apartamento, na Rua Augusta, que é perto de tudo. Tem prostituta, delegacia, travesti, churrascaria e lojas de grife. E depois, dá para ir à academia a pé e também gravar o programa de rádio (Jovem Pan). Mas, por outro lado, comecei a receber ligações de primos, que não via há anos. Tive até que mudar o número do celular pois, nessas horas, as pessoas se aproximam.
OF – Você ainda pega ônibus?
ES – Agora não (risos). Mas, também não tenho a intenção de ter carro, pois não sei dirigir, nem tenho vontade.
OF – Você enfrenta algum tipo de preconceito, por causa do personagem?
ES – É claro que há os homofóbicos, mas não tenho passado por nada por causa do Christian, não. Tenho uma comunidade no Orkut com 53,2 mil participantes. Já na comunidade que me odeia, só 200. Bem pouco, né? Além disso, o personagem é franco. Ele quer subir na vida. É pobre e quer ter tudo, mas admite. As pessoas, na vida real, não fazem isso. Elas não admitem. Quando ganham dinheiro, querem ostentar. Um cara que está lá na favela, quando ganha dinheiro, compra um carrão para ostentar. E depois aumenta o puxadinho, para ter um melhor que o dos outros.
OF – Há muita competição nessa área, principalmente agora com programas concorrentes, como o Custe O Que Custar (CQC), da Band, e a ida de alguns humoristas do Pânico para a Record?
ES – É claro que há uma competição velada. Ninguém fala. Mas, eu acho que não há concorrência, pois o CQC, por exemplo, tem um outro foco, mais político, e com jornalistas. Aliás, adoro o pessoal do CQC!
OF – E dentro do Pânico, como é o clima?
ES – Maravilhoso! As pessoas são muito unidas.
OF – Com o sucesso do personagem, você chegou a receber propostas de outras emissoras?
ES – Sim! Quando comecei, mandei meu material para várias, mas só o Emílio apostou em mim. Então, com o sucesso, as outras emissoras querem tirar a gente da outra, só para acabar com aquilo. Mas, não sou mais criança. Já tenho 33 anos, e sei das coisas. Além do mais, tenho muita consideração pelo Emílio, que apostou no meu trabalho. Recebi, sim, duas propostas, mas vou seguir no Pânico.
OF – Em quem você se inspirou, para criar o Christian Pior?
ES – Em primeiro lugar, ele nem deve saber (risos). Na realidade, a primeira inspiração é a Tina Peper, a personagem da Regina Casé, em Sassaricando (novela da Globo), que detestava pobre (Evandro cantarola a música da personagem). Além disso, tem os novos comediantes, que surgiram na esteira do Terça Insana, que eu admiro e serviram de base, também, como o Diogo Portugal, o Marcelo Médici e outros.
OF – Você já se envolveu em alguma saia justa, durante a gravação do Meda?
ES – Saia justa propriamente dita, não. Teve uma vez que comecei a entrevistar a Faa Morena (apresentadora do Ritmo Brasil), e não sabia que ela era uma das donas da RedeTV!. E o pessoal do Pânico, que sabia, não me falou nada. No mais, o que acontece muito é o povo não querer dar entrevista e esnobar.
OF – Para o Evandro, o que é estar na moda?
ES – Para o Evandro, é muito difícil estar na moda, pois isso tem a ver com estilo. A Sabrino Sato, por exemplo, tem estilo. A Ivete Sangalo também. O Caio Blat idem.
OF – E para o Christian Pior, o que é estar na moda?
ES – É estar vestido dos pés à cabeça com marcas famosas, de preferência, internacionais.
OF – Pode ser falsificada? Comprada no Brás, por exemplo?
ES – Nem pensar! Até o o.b. (absorvente íntimo interno) precisar ser original.
Fonte:
OFuxicoFoto: Divulgação /
Blog Ovulando
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