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>> quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Rodrigo Scarpa de Castro (Itanhandu, 2 de outubro de 1980) começou sua carreira artística atuando em filmes "Trash" como "O chapéu do diabo" e "Os irmãos gêmeos". Posteriormente, seguiu carreira de locutor em rádios de sua cidade, sendo apresentador do programa Manicômio, em que atendia ouvintes locais. Criou, junto com amigos, um sítio de Internet chamado "Botecão de Itanhandu", no qual satirizava em textos fatos e "personalidades" itanhanduenses. Criava músicas de paródia com amigos e dublagens caseiras de filmes. Em 1994, Rodrigo Scarpa começou a ligar para a Radio Jovem Pan como ouvinte, aproveitava o espaço no Programa Pânico de Rádio para fazer humor. Rodrigo era um ouvinte diferenciado, já que aproveitava seu espaço como ouvinte para contar piadas e mostrar suas produções caseiras de áudio e edições de trilhas e vinhetas com seu nome. O então ouvinte passou a ligar todos os dias para o programa, tornando-se uma figura conhecida dos apresentadores Emílio Surita, Bola, Marcelo Batista e Maestro Billy. Chamou a atenção de Emílio Surita, que o conheceu pela primeira vez em 1995, numa visita a São Paulo na Radio Jovem Pan, quando ainda tinha 14 anos de idade. Na ocasião Bola o conhecera pessoalmente e o apelidou de Vesgo. Rodrigo manteve contato com o apresentador Emílio Surita ate 1998, quando ainda era ouvinte do Programa. Em 1999, Rodrigo mudou-se para São Paulo, onde fez o curso de Rádio e TV na Universidade Metodista de São Paulo. Por ironia do destino começou sua carreira como estagiário de promoção na Radio Jovem Pan. Com um salario de 150 reais, colava adesivos nas ruas e participava de apresentações promocionais da emissora. Em 2000 passou a trabalhar como estagiário de produção, trabalhando juntamente com Márvio Lúcio (futuro Carioca) em criações e roteiros de humor para a emissora. Trabalhou também com Luciano Huck e Adriane Galisteu no programa Torpedo da Pan. Ao lado de Jairo Bouer, do Zíper da Pan, escrevia roteiros e era repórter de rua. Foi produtor do Planeta DJ e do Pânico no Rádio.

Entre outras produções de humor, destacou-se a música Show do Milhão, mixagem de frases feitas do apresentador Silvio Santos no programa televisivo homônimo, em ritmo eletrônico, no qual Rodrigo Scarpa interagia com Sílvio Santos. Executada inicialmente no Rio de Janeiro, acabou por ser a canção mais pedida do Brasil pela Jovem Pan. Tornando-se cada vez mais conhecido na emissora, Scarpa foi promovido a produtor e roteirista da Pan e convidado por Surita a criar o roteiro do programa radiofônico Filé Mion, por meio do qual veio a conhecer o então VJ da MTV, Marcos Mion.


Em 2002, Quando Marcos Mion saiu da MTV para começar um programa novo na Rede Bandeirantes, o Descontrole, convidou Rodrigo Scarpa para ser seu produtor e roteirista. Scarpa finalmente deixou a Jovem Pan e tornou-se ajudante de palco do programa de Mion, fantasiado como a personagem Corvo. Com trejeitos peculiares, a personagem de Scarpa ganhou espaço no programa até conseguir estrear um quadro próprio, o Corvo Repórter, primeira experiencia de Rodrigo Scarpa como repórter em uma TV aberta. Assim atuou durante um ano e meio, período durante o qual chegou a sofrer um tipo de dermatite provocada pela fantasia. Participou tambem do projeto de Carnaval Band Folia, no qual era repórter. Com o termino do programa em 2003, Rodrigo chegou a trabalhar com Sabrina Parlatori no programa BAND INVERNO, no qual era produtor. O Personagem Corvo tambem ganhou sobrevida no extinto programa de Otávio Mesquita Claquete.


Ao sair da Bandeirantes, Scarpa retomou seu contato com Surita, que eventualmente concedeu-lhe espaço no então recém-lançado Pânico na TV, em que viria a ser mais conhecido como o Repórter Vesgo. Rodrigo estreou junto com Panico na TV, em 28 de setembro de 2003. Inicialmente foi contratado como produtor da RedeTV!, onde editava quadros como a Hora da Morte. Paralelo as criações de idéias, roteiros e produções, Rodrigo aparecia frente as câmeras como o personagem Repórter Estagiário. O papel era inicialmente o de um repórter sério no qual entrevistava famílias telespectadoras do programa ao vivo. Scarpa surpreendeu em sua primeira entrada ao vivo na estréia do programa, ao lamber o rosto da entrevistada. Aos poucos Rodrigo foi surpreendendo a equipe e os telespectadores com suas maluquices, como tascar um beijo de língua na cantora Roberta Miranda e fazer perguntas desconcertantes para pseudo-celebridades. Com o tempo, começou a criar novos sketches, como exigir selinhos das atrizes que entrevistava. Surgia então, o Reporter Vesgo, um repórter maluco que fugia dos padrões normais do jornalismo. Entre outros selinhos com famosas, destaca-se o de Xuxa, Susana Vieira, Fernanda Lima e Alinne Morais. Vesgo é caracterizado por um terno social bege, pelo menos três números acima do seu modelo. As perguntas desconcertantes e o jeito irreverente renderam materias positivas na Revista Veja e criticas positivas no Jornal O GLOBO do critico de TV Artur Xexeo.


Logo se uniu à personagem Sílvio Santos, interpretada pelo humorista Wellington Muniz, mais conhecido como Ceará. Juntos, começaram a invadir festas para as quais não eram convidados, importunando celebridades, pseudo-celebridades e anônimos com perguntas e atitudes politicamente incorretas. Convites de outras emissoras valorizaram o passe da dupla, que em 2004, embalados pelo sucesso, fizeram campanhas publicitarias como VIVO e Cepacol. O estouro do programa rendeu prêmios como o Troféu APCA (associação Paulista dos Críticos de Arte) , vários prêmios de Revelação e o troféu imprensa de Sílvio Santos como melhor programa de humor de 2004, 2005, 2006 e 2007.


Em 2005 entrevistaram pela primeira vez o apresentador e empresario Sílvio Santos. Avesso a entrevistas, Sílvio concedeu uma entrevista de mais de 15 minutos em frente ao salão do Jássa, no qual assinou um termo em que Ceará poderia imitá-lo por mais 2 anos.


Paralelo ao Panico na TV, Rodrigo participou das dublagens dos filmes A Terra Encantada de Gaya, como a personagem Zeck, em janeiro de 2006, e Asterix e os vikings, como a personagem Asterix, em setembro de 2006.


Com o surgimento de outros programas do gênero em 2008 como o CQC, da BAND, Rodrigo Scarpa foi apontado pela mídia como o precursor do "jornalismo-deboche" com celebridades, no qual zomba e faz perguntas desconcertantes.


Curiosidades:

  • Em tom de brincadeira, os colegas do Pânico dizem que Scarpa já participou da TV Colosso dentro da fantasia da cachorra Priscila, o que não é verdade - embora certos fãs acreditem nisso - durante a exibição da TV Colosso. Na época Scarpa tinha 14 anos.
  • Rodrigo já foi chamado para trabalhar na Globo, no programa Vídeo Show, em 2004, mas recusou, preferindo ficar no Pânico na TV. Outros convites foram feitos, como o do SBT e da Rede Record recentemente, que vem tentando desfalcar o elenco do Pânico na TV. Mas a multa de rescisão de contrato de Rodrigo é de 3 milhões e meio, que junto com ceará somam 7 milhões.


Fonte: Wikipédia

11 Comentários:

James,  Quinta-feira, 30 Outubro, 2008  

Eu gostava muito da galinha de macumba. Era muito engraçado quando ele ficava bicando as pessoas e quando ele saia no braço com seu arqui-inimigo Patinho Dotty no Descontrole.
O Vesgo é um lelé de marca maior. O problema dele é que há uma linha tênue entre essa insanidade total e a forçada de barra. E ele já ultrapassou essa linha várias vezes. Quando ele começa a querer se perfazer demais, ele se torna um chatão sem graça, e como o Cearídio não consegue tomar a rédea do negócio, acaba estragando a matéria. Mas recentemente o quadro parece estar dando sinais de melhora. Tomara.

Daniel D. Nunes,  Quinta-feira, 30 Outubro, 2008  

Camila, você recuperou toda a trajetória de Vesgo (Rodrigo Scarpa). De Itanhandu para o mundo. Antes de ser o Vesgo que conhecemos e gostamos de ver já fazia das suas na cidade natal e chegou à Jovem Pan depois de ser 1 ouvinte que não apenas ouvia, como ligava e ligava muito (não lembra Amanda por esse ângulo?). Os despretensiosos trabalhos em Itanhandu começaram a lapidar o humorista implacável com as celebridadades de hoje. Talvez Silvio (Wellington Muniz) seria menos do que é hoje se não fosse Vesgo. E no Pânico do rádio, onde ele já trabalhou, estiveram Juan Alba, Léo Jaime, Osvaldo Mil e Fábio Lago para divulgar o musical Os Cafajestes.

Daniel D. Nunes,  Quinta-feira, 30 Outubro, 2008  

Extra: Raphael, não me interessa brigar com ninguém. Procuro humildemente contribuir para os 2 blogs, dos Ouvintes e o Universo. Pessoalmente não curto o Silveirinha. O quadro sim, cada gata que os campineiros encontram no Rio...

Ciro Quinta-feira, 30 Outubro, 2008  

Camila Pinotti de Azevedo!

Parabéns!!
Esta é uma Matéria ao estilo da Veja! E que deveria também ser colocada na Revista Contigo, ou 'Quem".!

Fez bem por ter efetuado sua assinatura, pois com certeza muitas pessoas de má índole (pessoas do pseudo-jornalismo) irão aqui utilizar da famosa ferramenta de um Computador - 'Ctrl + C' & 'Crtl + V' ...

Camila Pinotti de Azevedo Quinta-feira, 30 Outubro, 2008  

Ciro, obrigada mas eu peguei lá do Wikipédia! Lá tem mais coisas, mudei apenas algumas frase e retirei mil coisas falando sobre as matérias!!
Beijaooo

Daiane,  Quinta-feira, 30 Outubro, 2008  

Como fã, já sabia de toda trajetória desse mineiro pra chegar onde chegou. Digo com todo o orgulho do mundo que ele é a primeira e única pessoa que eu tenho a maior admiração, de verdade! Pelo esforço, pela persistência, e por não esperar nada "bater na porta"; ir atrás, persistir, lutar pelo sonho.

Por toda sua história, sem dúvida, ele merece todo o sucesso que conquistou até hoje, e merece muito mais, com certeza!

José Curuba Jr.,  Quinta-feira, 30 Outubro, 2008  

Passando para deixar um abraço aos prezados.

Milli,  Quinta-feira, 30 Outubro, 2008  

O que eu acho do Vesgo o James já traduziu muito bem. Quando ele está 'naqueles dias' (dias de Robertice à flor da pele) esquece até da piada para aparecer mais que ela. A sorte da dupla é que o Ceará não é egocêntrico e não se importa de servir de coadjuvante quando o Vesgo está 'nesses dias'. Tivesse o Ceará um temperamento a la Tom Cavalcante e essa dupla já teria sido desfeita há muito tempo.
Bom, apesar das minhas críticas, não vou tirar o mérito do Vesgo que é parte fundamental do Pânico também. Bem ou mal, boa parte da mídia que o programa conseguiu ao longo desses 5 anos foi por obra das robertices, loucuras, acertos e "agadas" (é...tem os 'terninhos' também) dessa dupla.

Mudando de assunto e aproveitando que o Curuba deu um alô aqui pro pessoal, gostaria de saber o que aconteceu com o chat aqui do blog. Impressão minha ou ele sumiu sem mais nem menos? Eu não participava, mas gostava de ler os comentários e até os 'quebra-paus' que saiam entre vocês...hehehe

Jonatas Andrioni Quinta-feira, 30 Outubro, 2008  

Sim Milli, o chat foi retirado do blog pois não estava acrescentando muito, como disse no email que te mandei ah um tempo atras, deixei de ser um pouco anarquista quando fui la pessoalmente no Pânico.
Alem do que retirando o chat os comentarios aumentaram... foi benefico no final das contas.

Raphael Miguel Sexta-feira, 31 Outubro, 2008  

Não conhecia toda a trajetória do Vesgo... o cara ralou d+ para chegar onde chegou... parabéns, esse é brasileiro e não desiste nunca...

Lady Dari Sexta-feira, 31 Outubro, 2008  

a vida pessoal das pessoa das pessoas naum me interessa muito, mas fiquei curiosa em saber d q buraco o vesgo saiu
algumas coisas, logicamente, eu jah sabia pela midia...
legal saber d td essa trajetoria do guri.
passou a ter mais valor pra mim...
achava q ele era um tonto q antes vestia-c d corvo e agora ficava se 'alugando" com aquele terno barato...

|outravisaonow|


otimo post!!!

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